Mulher Maravilha: DC acerta e entrega filme empolgante | CinePipoca 2

Demorou, mas eis que finalmente o Universo Estendido da DC dá o seu primeiro passo em frente. Ou melhor, ao comparar as qualidades deste Mulher Maravilha com as de Batman v Superman e Esquadrão Suicida, o avanço está mais para um dos saltos majestosos que a princesa Diana dá repetidas vezes ao longo do filme do que um simples passo. Isso porque estamos agora diante de um filme com o roteiro bem estruturado, realmente divertido e que entrega uma super heroína carismática e apaixonante.

Mulher Maravilha narra as origens da princesa das amazonas Diana a partir do início de seu treinamento na oculta ilha de Themyscira, emostra como ela entrou em contato com o mundo dos homens durante o período da 2ª Guerra Mundial. Convencida de que o conflito é obra do deus da guerra Ares, Diana parte da ilha ao lado do piloto Steve Trevor, interpretado com ânimo por Chris Pine (Star Trek – Sem Fronteiras), e ruma em direção aos campos de batalha em busca de justiça pela humanidade. Mulher Maravilha já havia roubado a cena no filme de Zack Snyder, Batman v Superman, mesmo com um tempo em tela reduzido. Aqui, Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins (Monster – Desejo Assassino) tem tempo de sobra para explorar todas as nuances da amazona, e a dupla se sai tão bem que mesmo depois de duas horas de filme o público continua querendo mais e mais. Isso porque Gal Gadot mostra que mais uma vez foi a escolha certa para interpretar a personagem, compondo uma Diana carismática, humana e empoderada, dotada de uma bravura que certamente irá inspirar qualquer membro da plateia.

Patty Jenkins, a verdadeira deusa deste novo capítulo do Universo Estendido da DC, extrai o melhor do já competente roteiro de Allan Heinberg, que com argumento enxuto, não perde tempo tentando encaixar a história com os filmes anteriores e com os que ainda estão por vir. Mulher Maravilha funciona bem sozinho e vai se aproximar mesmo dos que não se preocuparam em assistir aos lançamentos prévios. E por falar em funcionar, se é esta a cara que o Universo DC irá tomar daqui pra frente, então os diretores criativos tem muito o que ensinar à Marvel sobre como criar um clima aventuresco e eletrizante, sem apelar para piadas fora de lugar ou um humor duvidoso. Mulher Maravilha é empolgante, com uma parte técnica primorosa e trilha sonora retumbante, que unidos criam cenas que tem tudo para arrancar aplausos do público (quem assistir a entrada da Mulher Maravilha no front de batalha vai saber do que estou falando).

Apesar disso, não há super poder que livre Mulher Maravilha de problemas. O principal deles é o exagero da cena de ação no terceiro ato. Se ao longo do filme, as cenas de ação impressionavam pelos movimentos de câmera fabulosos e pelas coreografias de combate que faziam as amazonas parecerem um exército de Legolas, neste clímax Patty Jenkins (ou seria Zack Snyder?) tenta empolgar com séries de explosões e muito socos dignos do Incrível Hulk que acabam tornando o encerramento não tão intenso quanto a trama merecia. Além do mais, por mais que o roteiro se esforce, o cenário da 2ª Guerra Mundial serve com perfeição para direcionar as motivações de Diana, mas desperta pouca urgência no público, o que acaba deixando sobras num prato que com certeza veio cheio de oportunidades para criar momentos ainda mais memoráveis e empolgantes.

Recheado de personagens apaixonantes, cenas de ação de cair o queixo e interpretado por um elenco afiadíssimo, Mulher Maravilha é, enfim, o filme que os fãs de super herói tanto aguardavam e a versão mais classuda o possível para a origem da Princesa Diana. Pois assim como a primeira vez que vemos a Mulher Maravilha pronta para o combate em Batman v Superman, com este filme de Patty Jenkins e equipe, a entrada da icônica heroína amazona nos cinemas é triunfal, eletrizante e de arrancar aplausos.

Nota: 8/10

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